Disputa global por terras-raras esquenta e Brasil vira peça estratégica para a UE

A União Europeia (UE) quer transformar o Brasil em parceiro estratégico na disputa global por terras-raras, afirma a Reuters. A proposta envolve cooperação econômica, tecnológica e industrial entre as regiões, com foco em abastecimento e desenvolvimento.
Por trás desse movimento está uma combinação de interesses: garantir acesso a matérias-primas essenciais e, ao mesmo tempo, fortalecer a cadeia produtiva brasileira em um nível mais avançado.
A movimentação entre União Europeia e o Brasil ocorre em meio à disputa global por minerais críticos, usados em setores estratégicos como energia, tecnologia e defesa.
E esse interesse não surgiu agora, mas ganhou força recente. Durante visita a Minas Gerais, o comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Sikela, afirmou que o Brasil é visto como um dos principais parceiros estratégicos da UE na América Latina — uma avaliação que ajuda a explicar o avanço das negociações.
O país também se destaca por concentrar grandes reservas de terras raras, essenciais para cadeias industriais de alto valor.
Hospital italiano testa robô que conversa com pacientes e auxilia equipes de saúde
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Um robô com sobrancelhas expressivas e capaz de interagir com pacientes está sendo testado em um hospital de Milão.
A expectativa é que ele ajude a reduzir a carga de trabalho da equipe de saúde ao executar tarefas básicas, mas essenciais.
Batizado de “Alter-Ego”, o robô de 1,2 metro pode desempenhar funções que vão desde representar um médico em atendimento remoto até levar uma garrafa de água a um paciente ou acompanhá-lo até uma sala de tratamento.
No hospital Maugeri, em Milão, Daniel Senna, de 31 anos, registra seu nível de dor em uma tela instalada no peito do robô.
“Olá, Dani. Como você está? Precisa de alguma coisa?”, pergunta Ego a Senna, que usa cadeira de rodas. Ao mesmo tempo, os dados coletados são enviados imediatamente para a equipe de enfermagem do setor.
O robô está sendo testado desde abril em um departamento especializado no atendimento de pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa.
A virada silenciosa: como a tecnologia financeira redefine o acesso ao crédito no Brasil

O cenário financeiro brasileiro atravessa uma transformação estrutural sem precedentes. De um lado, o país consolida-se como o maior ecossistema de Open Finance do mundo, atingindo a marca de 160 milhões de consentimentos ativos no primeiro trimestre de 2026, segundo o dashboard oficial do Banco Central. Do outro, o endividamento das famílias permanece em patamares críticos.
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC/CNC) de abril de 2026, 80,9% das famílias brasileiras estão endividadas — o quarto mês consecutivo de máxima histórica — e 29,7% estão inadimplentes. Além disso, dados do Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito do Bacen (fev/2026) indicam que quase um terço (29,7%) da renda mensal dos brasileiros é comprometido com o pagamento de dívidas.
Esse panorama revela um paradoxo: enquanto a infraestrutura tecnológica para a gestão financeira pessoal atinge maturidade técnica, a adoção efetiva por parte do cidadão ainda enfrenta gargalos. A tecnologia deixou de ser um acessório e tornou-se a camada fundamental para que brasileiros desassistidos ou sub-bancarizados consigam reorganizar sua vida financeira e acessar linhas de crédito que o sistema bancário tradicional, frequentemente rígido, costuma negar.
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Transístor inspirado no cérebro vai impulsionar computação quântica
Os transistores de carbeto de silício (SiC) são conhecidos por suportar temperaturas extremas, o que os torna úteis em eletrônica de potência, dos veículos elétricos aos circuitos de controle da rede de distribuição de energia.
Agora, Xin Yang e colegas da Universidade de Hong Kong descobriram que transistores do tipo MOSFET feitos de SiC também brilham no extremo oposto das temperaturas, mais especificamente quando eles são resfriados perto do zero absoluto, o ambiente no qual funcionam todas as tecnologias quânticas e aplicações para o ambiente espacial.
Yang desenvolveu uma plataforma de hardware à base de SiC que opera em temperatura criogênica que, além de oferecer um novo caminho para ampliar a capacidade dos computadores quânticos, é também neuromórfica, ou seja, consegue imitar o funcionamento das sinapses do cérebro usando componentes únicos.
Pela primeira vez, ficou demonstrado que um único transístor pode imitar o comportamento de disparo dos neurônios biológicos em temperaturas tão baixas quanto 10 mK, e fazer isso de modo energeticamente muito eficiente – aqui não é tanto o consumo de energia que importa mais, mas a capacidade de minimizar a geração de calor, que faz os sistemas quânticos colapsarem.
Esqueça as garrafinhas: Sua roupa vai coletar água do ar

As garrafinhas com água logo poderão dar lugar a dispositivos mais flexíveis e confortáveis, e com uma vantagem imbatível: Esses novos dispositivos vão se encher sozinhos, retirando água do próprio ar ambiente.
A ideia é que qualquer pessoa que passe muito tempo em atividade física, desde caminhantes amadores, campistas e corredores até trabalhadores agrícolas e socorristas possam contar com sua fonte de água autônoma incorporada em suas próprias roupas.
O que está viabilizando essa possibilidade é um têxtil de fibras capaz de coletar a umidade do ar e direcioná-la para unidades de coleta removíveis. Essas unidades são colocadas em uma peça coletora dobrável e aquecidas para produzir a água.
Usado para compor bolsos de uma jaqueta, o tecido produziu entre 400 e 900 mililitros de água potável por dia, dependendo dos níveis de umidade ambiente – isso é nada menos que 10 vezes melhor do que tecnologias similares demonstradas anteriormente.