Setor espacial brasileiro ganha centro de inovação e potencializa futuro

O Hub de Inovação Aeroespacial para o PCTec/UnB (Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília) foi anunciado, na última terça-feira (16), durante fórum técnico do SpaceBr Show 2026, em São Paulo.
O foco principal das realizações é voltado ao desenvolvimento de Inteligência Artificial, tecnologias de uso civil e de defesa, drones de alta performance, nanossatélites e aceleração de startups deep tech.
A estrutura física e digital do Hub conta com laboratórios especializados, estação de comando e monitoramento de satélites, infraestrutura dedicada de supercomputação e ambientes de experimentação regulatória.
A parceria foi consolidada entre a AEB (Agência Espacial Brasileira) e a Finatec (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos).
O anúncio e o lançamento ocorreram no painel “Parques Tecnológicos: Construindo Novas Fronteiras de Inovação no Brasil”, um dos destaques da programação do SpaceBr Show 2026. A iniciativa tem apoio institucional e financeiro da FAPDF (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal).
“Iniciativas como o Programa Incuba Espaço, o Catálogo da Indústria Espacial Brasileira, a Rede de Estudos Estratégicos e os workshops de indústria espacial, conduzidas pela agência, vão encontrar no hub um ambiente complementar para integração de competências, desenvolvimento de tecnologias de uso dual, formação de parcerias estratégicas e geração de soluções inovadoras para aplicações espaciais”, analisa Leila Fonseca coordenadora de estudos estratégicos e novos negócios da AEB.
Embraer lança nova versão do jato Phenom 300 com sistema que faz pouso automático em emergências
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/f/Y/qLLVd2SOGA4EDAPhGGzA/phenom-300ev-press-release-5-1200x800-716f2f48-c3d6-453b-a7cf-b7fa97188c69.jpg)
A Embraer, fabricante brasileira de aviões com sede em São José dos Campos (SP), anunciou nesta terça-feira (14) uma nova versão do jato executivo Phenom 300.
Segundo a Embraer, o novo modelo foi batizado de Phenom 300EV e recebeu atualizações voltadas principalmente para segurança, desempenho e conforto, com entregas previstas a partir de 2028.
O principal diferencial da nova aeronave é a incorporação do sistema Garmin Emergency Autoland, capaz de realizar um pouso totalmente automático caso o piloto fique incapacitado durante o voo.
Além do pouso automático, o avião ganhou novos recursos para reduzir a carga de trabalho dos pilotos, como freio automático em pousos e decolagens (Autobrake), novos sistemas de navegação e alertas para evitar incursões e saídas de pista.
A Embraer também ampliou o alcance do jato, que passa a voar até 3.806 quilômetros sem escalas, além de aumentar a capacidade de carga útil. O modelo recebeu ainda baterias de íons de lítio, iluminação em LED e melhorias na cabine.
Quase metade dos grandes negócios de tecnologia hoje é sobre uma coisa: IA

Imagine avaliar uma empresa para comprar e descobrir que seu ativo mais valioso não está no balanço, não está na base de clientes e não está na receita recorrente — está em um pequeno time de dez engenheiros e no modelo que eles construíram. Esse cenário, que até poucos anos atrás seria exceção em qualquer due diligence, já é rotina no mercado de fusões e aquisições de tecnologia. Segundo levantamento da Bain & Company, quase metade do valor estratégico de negócios de tecnologia acima de US$ 500 milhões envolveu empresas nativas de IA, ou citou explicitamente benefícios ligados à tecnologia como parte da justificativa da transação.
Isso significa que, para boa parte do mercado de M&A hoje, a pergunta que decide se um negócio acontece não é mais “quanto essa empresa fatura”, mas “que capacidade de IA ela nos dá que levaria anos para construir sozinhos”.
O que as empresas estão realmente comprando quando compram “IA”
Quando uma aquisição é justificada por IA, raramente o ativo central é um produto pronto para revenda. Segundo especialistas em M&A citados no levantamento, o que companhias compradoras buscam nesse tipo de negócio é uma combinação específica: algoritmos proprietários, talento técnico especializado e competências que aceleram a capacidade de inovação interna sem exigir o tempo de desenvolvê-las do zero.
Essa natureza do ativo muda completamente o que precisa ser avaliado numa due diligence. Um ativo de IA não se avalia como receita recorrente ou carteira de clientes fiéis — seu valor está concentrado em pessoas-chave, em propriedade intelectual de um modelo ou pipeline de dados, e numa vantagem técnica que pode se tornar obsoleta rapidamente se a equipe responsável sair da empresa logo após o fechamento.
Por que o PIX, meio mais usado por pequenos negócios, virou pretexto dos EUA no tarifaço

Em pouco menos de cinco anos, o PIX deixou de ser uma novidade para se tornar uma das principais formas de pagamento dos brasileiros. Para milhões de pequenos negócios, ele passou a significar recebimento imediato, redução de custos e mais facilidade para administrar o fluxo de caixa.
Mas a tecnologia que conquistou comerciantes e consumidores agora está no centro de uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.
O governo do presidente Donald Trump incluiu o PIX entre os argumentos usados para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os EUA. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15).
Segundo documentos do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o sistema brasileiro prejudicaria empresas americanas do setor de pagamentos ao criar uma concorrência considerada desigual.
🔎 Na avaliação dos americanos, o problema não está no uso do PIX pelos brasileiros, mas no fato de o sistema ter sido criado e ser operado pelo Banco Central. Para os EUA, essa estrutura dá ao sistema vantagens que empresas privadas não possuem.