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Cinf News – Edição 143 (13/07/26)

Setor espacial brasileiro ganha centro de inovação e potencializa futuro

Base de Alcântara tem uma posição geográfica privilegiada, principalmente por estar localizado próximo à linha do Equador

O Hub de Inovação Aeroespacial para o PCTec/UnB (Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília) foi anunciado, na última terça-feira (16), durante fórum técnico do SpaceBr Show 2026, em São Paulo.

O foco principal das realizações é voltado ao desenvolvimento de Inteligência Artificial, tecnologias de uso civil e de defesa, drones de alta performance, nanossatélites e aceleração de startups deep tech.

A estrutura física e digital do Hub conta com laboratórios especializados, estação de comando e monitoramento de satélites, infraestrutura dedicada de supercomputação e ambientes de experimentação regulatória.

A parceria foi consolidada entre a AEB (Agência Espacial Brasileira) e a Finatec (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos).

O anúncio e o lançamento ocorreram no painel “Parques Tecnológicos: Construindo Novas Fronteiras de Inovação no Brasil”, um dos destaques da programação do SpaceBr Show 2026. A iniciativa tem apoio institucional e financeiro da FAPDF (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal). 

“Iniciativas como o Programa Incuba Espaço, o Catálogo da Indústria Espacial Brasileira, a Rede de Estudos Estratégicos e os workshops de indústria espacial, conduzidas pela agência, vão encontrar no hub um ambiente complementar para integração de competências, desenvolvimento de tecnologias de uso dual, formação de parcerias estratégicas e geração de soluções inovadoras para aplicações espaciais”, analisa Leila Fonseca coordenadora de estudos estratégicos e novos negócios da AEB.

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Embraer lança nova versão do jato Phenom 300 com sistema que faz pouso automático em emergências

Embraer lança nova versão do jato Phenom 300 com sistema que faz pouso automático em emergências — Foto: Divulgação/Embraer

A Embraer, fabricante brasileira de aviões com sede em São José dos Campos (SP), anunciou nesta terça-feira (14) uma nova versão do jato executivo Phenom 300.

Segundo a Embraer, o novo modelo foi batizado de Phenom 300EV e recebeu atualizações voltadas principalmente para segurança, desempenho e conforto, com entregas previstas a partir de 2028.

O principal diferencial da nova aeronave é a incorporação do sistema Garmin Emergency Autoland, capaz de realizar um pouso totalmente automático caso o piloto fique incapacitado durante o voo.

Além do pouso automático, o avião ganhou novos recursos para reduzir a carga de trabalho dos pilotos, como freio automático em pousos e decolagens (Autobrake), novos sistemas de navegação e alertas para evitar incursões e saídas de pista.

A Embraer também ampliou o alcance do jato, que passa a voar até 3.806 quilômetros sem escalas, além de aumentar a capacidade de carga útil. O modelo recebeu ainda baterias de íons de lítio, iluminação em LED e melhorias na cabine.

Quase metade dos grandes negócios de tecnologia hoje é sobre uma coisa: IA

Quase metade dos grandes negócios de tecnologia hoje é sobre uma coisa: IA

Imagine avaliar uma empresa para comprar e descobrir que seu ativo mais valioso não está no balanço, não está na base de clientes e não está na receita recorrente — está em um pequeno time de dez engenheiros e no modelo que eles construíram. Esse cenário, que até poucos anos atrás seria exceção em qualquer due diligence, já é rotina no mercado de fusões e aquisições de tecnologia. Segundo levantamento da Bain & Company, quase metade do valor estratégico de negócios de tecnologia acima de US$ 500 milhões envolveu empresas nativas de IA, ou citou explicitamente benefícios ligados à tecnologia como parte da justificativa da transação.

Isso significa que, para boa parte do mercado de M&A hoje, a pergunta que decide se um negócio acontece não é mais “quanto essa empresa fatura”, mas “que capacidade de IA ela nos dá que levaria anos para construir sozinhos”.

O que as empresas estão realmente comprando quando compram “IA”

Quando uma aquisição é justificada por IA, raramente o ativo central é um produto pronto para revenda. Segundo especialistas em M&A citados no levantamento, o que companhias compradoras buscam nesse tipo de negócio é uma combinação específica: algoritmos proprietários, talento técnico especializado e competências que aceleram a capacidade de inovação interna sem exigir o tempo de desenvolvê-las do zero.

Essa natureza do ativo muda completamente o que precisa ser avaliado numa due diligence. Um ativo de IA não se avalia como receita recorrente ou carteira de clientes fiéis — seu valor está concentrado em pessoas-chave, em propriedade intelectual de um modelo ou pipeline de dados, e numa vantagem técnica que pode se tornar obsoleta rapidamente se a equipe responsável sair da empresa logo após o fechamento.

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Por que o PIX, meio mais usado por pequenos negócios, virou pretexto dos EUA no tarifaço

Por que o PIX, meio mais usado por pequenos negócios, virou pretexto d...

Em pouco menos de cinco anos, o PIX deixou de ser uma novidade para se tornar uma das principais formas de pagamento dos brasileiros. Para milhões de pequenos negócios, ele passou a significar recebimento imediato, redução de custos e mais facilidade para administrar o fluxo de caixa.

Mas a tecnologia que conquistou comerciantes e consumidores agora está no centro de uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.

O governo do presidente Donald Trump incluiu o PIX entre os argumentos usados para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os EUA. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15).

Segundo documentos do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o sistema brasileiro prejudicaria empresas americanas do setor de pagamentos ao criar uma concorrência considerada desigual.

🔎 Na avaliação dos americanos, o problema não está no uso do PIX pelos brasileiros, mas no fato de o sistema ter sido criado e ser operado pelo Banco Central. Para os EUA, essa estrutura dá ao sistema vantagens que empresas privadas não possuem.

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