Startups brasileiras de IA estão entre as 100 mais promissoras do mundo

Duas empresas brasileiras estão na lista das 100 startups de IA mais promissoras do mundo, divulgada pelo CB Insights. Entre os critérios para a seleção estão, por exemplo, tração de mercado, qualidade dos investidores e talentos.
As representantes do Brasil são a Tako e a Enter. Fundada por Fernando Gadotti, ex-DogHero, a Tako atua na área de recursos humanos, com soluções baseadas em inteligência artificial para automação e melhoria de processos relacionados à gestão de pessoas.
Já a Enter opera no setor jurídico, desenvolvendo ferramentas de IA voltadas para automação de tarefas legais e análise de documentos, acompanhando uma tendência global de aplicação da tecnologia em áreas altamente reguladas. A startup acaba de levantar uma R$ 500 milhões em uma rodada série B e atingiu valuation de US$ 1,2 bilhão, atingindo o patamar de unicórnio.
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China deixa de seguir e passa a ditar o ritmo da inovação global

Por muito tempo, a ascensão tecnológica da China foi interpretada como um movimento de aproximação. Um país que observava o Ocidente, copiava seus modelos e, gradualmente, reduzia a distância. Essa leitura, no entanto, já não explica o que acontece hoje do outro lado do planeta. O consenso de especialistas do mercado é de que a China deixou de correr atrás para definir o ritmo da inovação.
Essa transformação não nasce de um anúncio isolado. Embora a criação recente de um fundo de aproximadamente US$ 138 bilhões voltado à inteligência artificial (IA) e a tecnologias emergentes ajude a dimensionar a ambição do país, ela é apenas a superfície de um processo mais profundo. “Quando olhamos só para investimento, perde o principal. O diferencial da China não é o quanto ela investe, mas como ela executa”, afirma Fabio Neto, sócio da StartSe.
O volume de investimento, ainda assim, ajuda a entender a escala do movimento. A China já lidera o mundo em pedidos de patentes, concentrando mais de 40% das aplicações globais, segundo a World Intellectual Property Organization, um indicativo de um sistema que não apenas replica, mas cria em volume crescente.
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Agro brasileiro avança como peça-chave da transição energética e amplia acesso à inovação
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Entre a demanda por abastecimento alimentar e a descarbonização, o agronegócio brasileiro amplia seu campo de atuação. Tradicionalmente associado à produção no campo, o setor ganha relevância também na frente energética, apoiado por uma trajetória de inovação e pela adoção crescente de práticas regenerativas.
O Brasil reúne condições para avançar em modelos produtivos de baixo carbono. Essa característica, construída ao longo de décadas, tem reposicionado o país em discussões internacionais sobre clima, energia e produção.
“A nossa matriz energética é mais de 50% renovável, enquanto no mundo esse número gira em torno de 13%. Isso mostra que o que estamos fazendo aqui é estruturante para uma produção sustentável”, afirma o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles.
A atuação da entidade ganha relevância nesse processo. Durante a Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP), a entidade apresentou iniciativas voltadas a aproximar avanço e base produtiva, em um esforço para ampliar a competitividade e reduzir assimetrias no acesso à ferramentas digitais.
Gerador inédito produz eletricidade consumindo gases de efeito estufa

Mesclando o conceito de colheita de energia com a captura de gases de efeito estufa, um novo dispositivo energético gera eletricidade durante o processo de retirar da atmosfera os gases que causam o aquecimento global.
Já existem várias técnicas para capturar gases de efeito estufa, mas todas precisam de eletricidade para funcionar e, ao final, geram compostos intermediários, que então devem ser usados para gerar energia ou entrarem como matéria-prima em processos industriais.
Aqui, além de dispensar a entrada de energia, o gás é capturado e a saída do dispositivo é energia elétrica, pronta para uso.
Com seu dispositivo híbrido, Tae Yun e colegas das universidades Ajou e Chungbuk, na Coreia do Sul, criaram um novo conceito de geração de energia que eles batizaram de GCEG, sigla em inglês para “captura de gás e geração de eletricidade”.
Meta amplia proteção para adolescentes na União Europeia e nos EUA sob pressão global
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Empresas de tecnologia têm sido pressionadas globalmente a reforçar mecanismos de verificação de idade, diante de preocupações com abusos na internet, impactos na saúde mental de adolescentes e a circulação de imagens inadequadas geradas por inteligência artificial.
No ano passado, a Meta passou a usar uma tecnologia para identificar contas que possam pertencer a adolescentes — mesmo quando o usuário informa uma idade maior — e aplicar automaticamente configurações mais restritivas, reunidas nas chamadas Contas para Adolescentes.
“Essa tecnologia será expandida para 27 países da União Europeia. A Meta também está expandindo essa tecnologia para o Facebook nos Estados Unidos pela primeira vez, e o Reino Unido e a UE seguirão em junho”, disse a empresa em uma publicação em blog.