Microsoft inaugura dois data centers de IA no Brasil
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A Microsoft confirmou a inauguração de dois data centers de inteligência artificial e nuvem no Brasil.
A conclusão das obras ocorreu em janeiro, e o anúncio foi feito nesta quarta-feira (11), durante o “Microsoft AI Tour”, evento da empresa realizado em São Paulo.
Os data centers estão instalados no estado de São Paulo e são chamados de “data hall”, disse Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil ao g1.
A empresa diz que não informará em quais cidades os data centers estão por questões de segurança. A capacidade das unidades e os clientes também não foram revelados.
“O Brasil tem tudo para ser um hub de tecnologia da América Latina e também no cenário global. Nos data centers, não tem apenas clientes brasileiros, mas também regionais e multinacionais. Nosso objetivo, obviamente, é focar nas empresas brasileiras e tornar elas mais competitivas”, disse a executiva.
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País africano se torna o primeiro do mundo a contar com uma rede nacional de entregas autônoma usando drones

O governo de Ruanda assinou um acordo histórico de expansão com a Zipline, empresa especializada em entregas autônomas por drones, marcando o primeiro passo do contrato de US$ 150 milhões financiado pelo Departamento de Estado dos EUA.
Desde 2016, quando foi o primeiro país a lançar o serviço autônomo da Zipline, Ruanda agora se torna o primeiro do mundo com cobertura logística autônoma em toda a nação, além de ser o pioneiro na África em sistema urbano de entregas por drones e centro de testes autônomos no continente.
A expansão reforça o papel de Ruanda como líder global em inteligência artificial, robótica e logística autônoma, proporcionando acesso eficiente e econômico a serviços de saúde para milhões de pessoas.
A ministra de TIC e Inovação de Ruanda, Paula Ingabire, destacou que a entrega por drones tem salvado tempo, dinheiro e vidas, e que a parceria com o governo dos EUA permitirá levar esses benefícios às áreas urbanas, especialmente em Kigali, onde cerca de 40% da demanda de saúde do país está concentrada.
Brasileiro ganha prêmio na Alemanha por pesquisa com IA para diagnosticar transtornos mentais
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Métodos baseados em inteligência artificial (IA) são confiáveis para diagnosticar transtornos mentais. Essa é uma das conclusões de estudos liderados pelo brasileiro, Francisco Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP).
Nos testes em laboratório, imagens de ressonância magnética foram usadas para gerar dados e treinar um algoritmo capaz de identificar a condição mental dos pacientes com mais de 90% de acerto.
Os resultados dessa pesquisa foram publicados em artigos de revistas científicas como Nature e PLOS One.
A técnica está em estágio inicial de desenvolvimento, e poderá auxiliar psicólogos e psiquiatras no diagnóstico automático desses transtornos, principalmente entre aqueles com sintomas semelhantes e que geram dúvidas entre os profissionais, ou ainda em fases iniciais das doenças.
USP lança o maior cluster de IA da América Latina e acelera a pesquisa no Brasil

A Universidade de São Paulo (USP) acaba de dar um passo marcante na construção de uma infraestrutura de ponta para pesquisa em inteligência artificial. A instituição inaugurou o maior cluster de IA em operação na América Latina, com um investimento de R$ 40 milhões, colocando o país na rota das grandes plataformas de computação de alto desempenho da nova era digital.
O conjunto tecnológico, batizado de Jairu, está instalado no Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da USP (CIAAM-USP) e vai muito além de um simples supercomputador: representa uma infraestrutura estratégica para o desenvolvimento de modelos avançados de IA, pesquisa científica intensiva e aplicações complexas em larga escala.
Hoje, o ritmo de inovação em inteligência artificial exige infraestrutura robusta para treinar modelos de deep learning e realizar experimentos que consomem imensa capacidade computacional. Enquanto empresas privadas concentram grande parte desses recursos em data centers, a USP decidiu construir um ambiente de pesquisa que une capacidade técnica, agilidade e propósito acadêmico — algo que poucas instituições conseguem no mundo.
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Mais de 70% dos brasileiros se informam sobre ciência e tecnologia pelas plataformas digitais
Cerca de 73% dos brasileiros buscam informações sobre ciência, tecnologia, saúde e meio ambiente nas redes sociais, aplicativos de mensagens e/ou plataformas digitais. O dado é da Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, divulgada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Porém, também segundo o levantamento, 50,8% dos entrevistados afirmam se deparar com frequência com notícias que lhes parecem falsas nas plataformas digitais.
Esses dados alertam para a necessidade de discutir e adotar os preceitos da integridade da informação. O diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Tiago Braga, explica que isso significa considerar a precisão, a consistência e a confiabilidade das notícias. “Garantir a integridade da informação é garantir que o conteúdo que chega para a sociedade não esteja manipulado artificialmente a fim de apresentar uma realidade diversa da que existe.”