O laboratório secreto onde o Google testa o computador mais poderoso do mundo na corrida pela IA quântica
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Parece um enorme lustre dourado e abriga o lugar mais frio do universo conhecido.
O que estou vendo não é apenas o computador mais poderoso do mundo, mas uma tecnologia fundamental para a segurança financeira, o bitcoin (e outras criptomoedas), segredos de Estado, a economia global e muito mais.
A computação quântica detém a chave para determinar quais empresas e países vencerão e perderão… o restante do século 21.
Diante de mim, suspenso a cerca de um metro do chão, em uma instalação do Google em Santa Bárbara (EUA), está Willow. Francamente, não era o que eu esperava.
Não há telas nem teclados, muito menos capacetes holográficos ou chips de leitura cerebral.
O Willow é um conjunto de discos circulares do tamanho de um barril de petróleo, conectados por centenas de fios de controle pretos, que descem até um refrigerador de banho de hélio líquido de bronze. O sistema mantém o microchip quântico a um milésimo de grau acima do zero absoluto — a temperatura de 273,15 °C negativos, em que a vibração de átomos e moléculas é paralisada.
Nova vacina personalizada contra câncer que pode mudar o jogo contra a doença

Manchetes sobre “cura do câncer” aparecem com frequência suficiente para gerar ceticismo reflexivo. Mas os dados publicados pela Transgene, empresa francesa de biotecnologia, merecem atenção cuidadosa — não pelo hype, mas pela combinação específica de tecnologia, resultados e timing.
A vacina TG4050 alcançou 100% de sobrevida livre de doença em dois anos em pacientes com câncer de cabeça e pescoço de alto risco. Todos os 16 pacientes que receberam a vacina após completar tratamento adjuvante padrão permaneceram sem recidiva. No grupo observacional, três dos 16 pacientes tiveram recorrência da doença.
Antes de entender por que isso importa, é fundamental entender o que isso não é.
O Que Essa Vacina Não É (e Por Que Isso Importa)
Não é uma cura universal para câncer. É uma vacina específica para carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço HPV-negativo, administrada após cirurgia e tratamento adjuvante. Contexto muito específico.
Não é um estudo Fase III. São dados de Fase I com 32 pacientes avaliáveis. Promissores, mas ainda muito cedo para conclusões definitivas sobre eficácia em escala.
Não previne câncer em pessoas saudáveis. A vacina é terapêutica — administrada após o câncer já ter sido tratado, para prevenir recidiva. Não é profilática como vacinas contra HPV.
iFood amplia uso de inteligência artificial com soluções SAP para acelerar inovação

O iFood, referência em tecnologia e inovação no setor de delivery, vem ampliando seus testes e aplicações de inteligência artificial (IA) desenvolvidas sobre a plataforma SAP, com foco em impulsionar a produtividade, a eficiência e a geração de valor para o negócio. As iniciativas fazem parte de um movimento estratégico da companhia de fortalecer sua base tecnológica e integrar a IA ao seu ecossistema de gestão e operação.
Entre as ferramentas em uso estão o SAP Joule For Consultants, que permite automatizar processos e apoiar os times na criação de soluções sob medida. A partir dessas experiências, a empresa desenvolveu sua própria assistente inteligente, batizada de ISA, conectada ao ambiente de clean core da companhia. O projeto visa aprimorar fluxos internos e acelerar o atendimento a novas demandas, com maior assertividade na criação de códigos e na execução de tarefas críticas em ABAP, linguagem central para os sistemas SAP.
Segundo Douglas Guiatto, gerente de software do iFood, o objetivo é tornar o desenvolvimento mais ágil e reduzir o tempo necessário para implementar melhorias no ambiente SAP. “Estamos testando diferentes abordagens de IA para otimizar o ciclo de desenvolvimento, aumentar a precisão e liberar nossos times para atividades de maior valor agregado”, explica o executivo.
Startups nucleares atraem investimento bilionário com reatores de pequeno porte
A indústria nuclear vive um “renascimento” nos Estados Unidos. Impulsionado por investimentos em startups que prometem reatores menores e baratos e pela reforma de usinas antigas, o setor angariou cerca de US$ 1,1 bilhão apenas nas últimas semanas de 2025, segundo um levantamento da TechCrunch.
Essa disparada se deu pela expectativa dos investidores na capacidade dos pequenos reatores modulares de superar entraves históricos de custo e prazo, tão presentes na indústria nuclear tradicional, segundo artigo assinado pelo jornalista Tim de Chant.
Nos EUA, as unidades Vogtle 3 e 4, na Geórgia, usam toneladas de concreto, conjuntos de combustível com mais de quatro metros de altura e capacidade superior a 1 gigawatt cada. Mesmo com toda essa estrutura, atrasaram mais de oito anos a produção e superaram em mais de US$ 20 bi o orçamento original.
Agora, o objetivo das startups do setor é construir reatores menores, replicáveis e fáceis de serem produzidos em escala industrial. Uma lógica semelhante a de outros mercados: aumentar a produção, padronizar componentes e reduzir custos.
Ainda não há dados concretos sobre o ganho de eficiência com essa estratégia, mas empresas emergentes apostam nela para viabilizar o modelo.
Quando a tecnologia aprende a escutar
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Durante muito tempo, a personalização foi tratada como um diferencial competitivo. Hoje, ela se tornou uma condição básica para a relevância. Nenhuma empresa consegue se destacar oferecendo experiências genéricas. O que está em jogo agora não é mais a chamada “personalização de massa”, mas a capacidade de oferecer experiências verdadeiramente individuais, no ritmo e no contexto de cada cliente, em escala. Atuando há anos com serviços de tecnologia orientados para o setor financeiro, posso afirmar com convicção que essa mudança não é apenas tecnológica. Ela é, acima de tudo, humana.
Vivemos um momento em que os hábitos dos clientes mudam quase na mesma velocidade das inovações digitais, e a sobrevivência das empresas depende da sua capacidade de adaptação contínua. O setor financeiro, historicamente visto como complexo e conservador, tem surpreendido ao assumir a dianteira desse movimento. Ao combinar inteligência artificial generativa com arquiteturas de IA multiagente, bancos e instituições financeiras estão conseguindo algo que antes parecia contraditório: usar tecnologia de ponta para criar interações mais empáticas, relevantes e úteis.