Brasil entra na corrida quântica

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, no dia 19 de junho, o Projeto Residência em Tecnologias Quânticas, uma iniciativa voltada à formação de especialistas e ao fortalecimento de empresas brasileiras de base científica e tecnológica. O programa prevê investimento de R$ 20 milhões ao longo de 36 meses, com 156 bolsas e a capacitação de cerca de 500 estudantes, pesquisadores e profissionais.
As atividades serão realizadas em seis cidades: João Pessoa, Campina Grande, Fortaleza, Salvador, Goiânia e Campinas. A escolha dos polos indica uma tentativa de descentralizar a formação em uma área que, até pouco tempo atrás, parecia restrita a laboratórios especializados e centros internacionais de pesquisa.
A residência mira áreas como computação quântica, microeletrônica, semicondutores e aplicações avançadas voltadas a setores estratégicos. O projeto integra a Iniciativa Brasileira para Tecnologias Quânticas, a IBQuântica, e está conectado ao Centro Internacional de Computação Quântica da Paraíba, o CIQUANTA-PB.
Setor espacial brasileiro ganha centro de inovação e potencializa futuro

O Hub de Inovação Aeroespacial para o PCTec/UnB (Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília) foi anunciado, na última terça-feira (16), durante fórum técnico do SpaceBr Show 2026, em São Paulo.
O foco principal das realizações é voltado ao desenvolvimento de Inteligência Artificial, tecnologias de uso civil e de defesa, drones de alta performance, nanossatélites e aceleração de startups deep tech.
A estrutura física e digital do Hub conta com laboratórios especializados, estação de comando e monitoramento de satélites, infraestrutura dedicada de supercomputação e ambientes de experimentação regulatória.
A parceria foi consolidada entre a AEB (Agência Espacial Brasileira) e a Finatec (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos).
O anúncio e o lançamento ocorreram no painel “Parques Tecnológicos: Construindo Novas Fronteiras de Inovação no Brasil”, um dos destaques da programação do SpaceBr Show 2026. A iniciativa tem apoio institucional e financeiro da FAPDF (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal).
“Iniciativas como o Programa Incuba Espaço, o Catálogo da Indústria Espacial Brasileira, a Rede de Estudos Estratégicos e os workshops de indústria espacial, conduzidas pela agência, vão encontrar no hub um ambiente complementar para integração de competências, desenvolvimento de tecnologias de uso dual, formação de parcerias estratégicas e geração de soluções inovadoras para aplicações espaciais”, analisa Leila Fonseca coordenadora de estudos estratégicos e novos negócios da AEB.
O mercado financeiro brasileiro precisa de infraestrutura tão ambiciosa quanto sua inovação
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A história da inovação financeira no Brasil costuma ser contada por meio do que as pessoas podem ver: pagamentos instantâneos, dados abertos e novos serviços digitais. Esses avanços mudaram as expectativas em todo o sistema e ajudaram a posicionar o Brasil como um dos mercados financeiros mais observados do mundo.
Contudo, a próxima fase dessa história será moldada por algo menos visível, mas igualmente importante: a infraestrutura interna das instituições financeiras.
Para bancos, corretoras, gestoras de ativos, tesoureiros corporativos e provedores de infraestrutura, os mercados brasileiros estão se tornando mais ágeis, mais conectados e mais complexos. A gestão de taxas, câmbio, liquidez, crédito, regulamentação e expectativas dos clientes exige agora sistemas capazes de acompanhar a mesma velocidade e disciplina do próprio mercado.
Esse é o momento em que virá o próximo desafio competitivo.
O Brasil já demonstrou como pode ser uma inovação financeira ambiciosa. A questão agora é se a infraestrutura institucional que sustenta seus mercados consegue acompanhar esse ritmo: conectada o suficiente para dar suporte à agilidade, resiliente para gerenciar riscos e confiável o bastante para sustentar o crescimento.
MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc).
O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial.
Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.
Tecnologia decisiva: como o chip na bola da Copa detectou toque que anulou o gol da Croácia e classificou Portugal
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A partida entre Portugal e Croácia foi decidida nos mínimos detalhes. Quando os portugueses venciam por 2 a 1, no fim do segundo tempo da prorrogação, os croatas empataram. No entanto, com o auxílio da tecnologia da bola, foi detectado um desvio na bola que marcava o impedimento no gol, dando, assim, a classificação aos portugueses.
A bola da copa, Trionda, é equipada com sensores, inteligência artificial e até um sistema de carregamento.
Desenvolvida pela Adidas, a versão tecnológica da bola foi determinante na partida.
Entre as tecnologias presentes, a Trionda dos jogadores traz um sensor de movimento capaz de rastrear tudo o que acontece durante a partida e envia dados em tempo real para o sistema de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR).
Na prática, a Trionda coleta e transmite informações 500 vezes por segundo. Com esses dados, os árbitros conseguem acompanhar com mais precisão cada movimento da bola ao longo do jogo.