Google vai pagar a quem usar menos energia elétrica para aproveitar as sobras em seus data centers

O Google anunciou nesta quarta (22) que vai pagar a moradores e empresas nos Estados Unidos que reduzirem o consumo de energia elétrica. O objetivo é destinar a energia economizada a seus data centers de inteligência artificial.
A iniciativa será realizada em parceria com a Voltus, empresa de recursos energéticos distribuídos.
Ela vai disponibilizar ao Google até 1.070 megawatts de capacidade elétrica quando a companhia precisar. Segundo o jornal The New York Times, essa capacidade equivale à de um reator nuclear.
O próximo ciclo de crescimento global exige novas escolhas do Brasil

A economia mundial está entrando em uma fase na qual a capacidade de crescimento dos países dependerá cada vez mais da qualidade de seus investimentos, da incorporação de tecnologias e da velocidade com que empresas conseguem transformar conhecimento em resultados. A inteligência artificial está no centro desse movimento, mas seria um erro interpretá-lo como uma transformação restrita ao setor tecnológico. O que está em curso é uma reorganização mais ampla das condições de competitividade, com consequências para a indústria, os serviços, a infraestrutura, o comércio internacional e a distribuição de valor entre as economias.
As projeções divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional em outubro ajudam a compreender a dimensão dessa mudança. O crescimento mundial deverá alcançar 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, enquanto as estimativas para o Brasil são de 2,2% e 1,9%, respectivamente. Mais importante do que a diferença entre essas taxas é o que está por trás delas. O FMI identifica nos investimentos associados à inteligência artificial uma das forças que sustentam a atividade econômica global, ao mesmo tempo em que alerta para riscos fiscais, tensões comerciais e uma recuperação desigual entre países.
De produtos baratos a líderes de tecnologia: como a China passou a superar gigantes ocidentais

Não faz muito tempo, a GoPro era sinônimo de câmera de ação. Em seu auge, em 2015, a empresa americana reinava absoluta, com cerca de 6,6 milhões de unidades vendidas naquele ano e participação de mercado superior a 70%.
Hoje, a pioneira luta pela própria sobrevivência. O principal culpado? A concorrência chinesa.
As maiores rivais da GoPro, DJI e Insta360, entraram no mercado de câmeras de ação em 2019 e 2021, respectivamente. Hoje, elas respondem por mais de 90% das vendas globais de câmeras inteligentes portáteis.
Alexander Hannemann, que usa regularmente câmeras de ação para filmar seus passeios demotocicleta, diz que trocou a GoPro pela Insta360 há cerca de dois anos.
“A qualidade é muito melhor do que a da GoPro, mesmo quando estou acelerando e entrando em curvas a cerca de 80 quilômetros por hora”, disse à DW.
A corrida da IA que ainda dá para ganhar

Na quarta-feira (21), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou um acordo para usar a energia de Itaipu numa infraestrutura de inteligência artificial. A usina é dividida meio a meio entre Brasil e Paraguai. O acordo foi fechado entre a americana Crusoe e a paraguaia Araico, e a nota do governo americano não menciona o Brasil uma única vez.
Por que isso importa: o episódio é o retrato mais recente de um ano de sinais de que o país está ficando para trás na base física da IA. Para quem comanda uma empresa, o atraso que mais vai pesar no resultado de 2027 não está em Brasília.
Os números
Meados de 2027 é quando a Crusoe pretende colocar em operação a primeira estrutura alimentada por Itaipu, apenas no lado paraguaio (CNN Brasil).
330% foi a alta nos pedidos de conexão de novos data centers entre 2024 e 2025, segundo o Ministério de Minas e Energia (via Bloomberg Línea).
28,5 GW de demanda já tinham sido solicitados até dezembro de 2025, para projetos previstos até 2038.
R$ 23 bilhões era o investimento que o Plano Brasileiro de IA projetava atrair até 2028. Lançado em julho de 2024, o plano ainda não entregou a infraestrutura pública inicial.