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Inovação é realidade nas indústrias do Alto Vale do Itajaí

As indústrias do Alto Vale do Itajaí se destacam no cenário estadual e nacional no fomento à inovação. Um dos diferenciais percebidos é o investimento na inovação gerida de forma sistematizada, com processos organizados e estratégias bem definidas. Percebe-se um investimento na inovação aberta, uma forma de criar ideias de maneira colaborativa e diversa. Nela, há o envolvimento de vários atores externos como clientes, fornecedores, institutos de pesquisa, órgãos públicos, startups e outras empresas.

Um exemplo é a conexão das nossas indústrias com as casas da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (SESI, SENAI e IEL/SC). Isso se dá pela conexão com o Núcleo de Apoio ao Crédito (NAC); os Institutos SESI e SENAI de Tecnologia e Inovação; o Programa Talento Inovador e o Inova Talentos; o Estágio 4.i; a Rede EMBRAPII para subsídio de projetos; o Observatório da Indústria e a Plataforma de Inteligência. Além disso, as indústrias recebem assessorias dos Sindicatos Patronais: SINDICER, SINFIATEC, SINDIMADE, SIMMMERS, SINDUSCON de Rio do Sul e Ibirama.

Essa “tração” do processo de inovação na indústria é reflexo da iniciativa criada, em agosto de 2019, pela Vice-Presidência da FIESC para o Alto Vale do Itajaí, denominada Eixo de Desenvolvimento da Indústria para Inovação (EDII). O objetivo do EDII é mapear as principais carências para a inovação das indústrias, promover e aumentar a articulação entre os setores público e privado, incluindo instituições de pesquisa públicas, universidades, governo, entidades de fomento e empresas. O movimento é realizado por meio de encontros para discutir inovação, lives, plantões, mentorias e um Escritório de Projetos para apoiar na elaboração de projetos, captação de recursos e conexão com provedores de soluções.

O EDII está desenvolvendo cada vez mais a indústria de inovação no Alto Vale do Itajaí. Tivemos uma sequência de projetos e ações, que têm transformado nosso dia a dia. Ao compilarmos tudo, como faremos a seguir, veremos como essas ações foram impactantes para o desenvolvimento da inovação e da criação de uma indústria com uma mentalidade e uma cultura diferenciada.

Isso se deve à união de esforços e à dedicação de toda equipe, que envolve a vice-presidência da Fiesc no Alto Vale, o Sesi, o Senai, sindicatos patronais, assim como parcerias com Sebrae, Centro de Inovação Norberto Frahm (Cinf), entre outras entidades.

A indústria de inovação só pode crescer e formar um ecossistema, que é o nosso objetivo, com esse espírito de colaboração, nos trazendo grandes resultados. Mas para isso também é preciso ter pessoas com conhecimento e articulação para fazer as transformações acontecerem. É o que tanto almejamos para o futuro da indústria na região.

Na prática, os resultados são observados pela participação das indústrias em alguns programas conforme a seguir:

SIBRATEC: gerou mais de R$ 50 mil em consultorias voltadas à inovação. Tem por finalidade apoiar o desenvolvimento tecnológico das empresas brasileiras por meio da promoção de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação de processos e produtos; de serviços tecnológicos e de extensão e assistência tecnológica. Dessa maneira, atende aos objetivos do governo e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Rota 2030: foi elaborado em um contexto no qual o setor automotivo mundial sinaliza profundas transformações na busca pela competitividade. Duas indústrias participantes e mais de R$ 400 mil subsidiados.

Indústria Mais Avançada: Uma empresa contemplada para sensoriamento do seu processo produtivo e mais de R$ 60 mil subsidiados.

Programa Brasil Mais: seis indústrias participantes. É uma iniciativa do Governo Federal, que visa aumentar a produtividade e a competitividade das empresas brasileiras, com a promoção de melhorias rápidas, de baixo custo e alto impacto.

 Talentos Inovadores: quatro indústrias que aderiram ao programa que dá acesso a profissionais, graduados e pós-graduados, para desenvolverem projetos inovadores nas empresas de forma flexível e econômica.

Go To Market: é a união entre o Intercomp, da Fiesc, e o SC + Global, do Sebrae/SC. Ele ajuda a aumentar a competitividade e a presença global das indústrias no mercado.

Um projeto em andamento no Edital de Inovação na Indústria SESI SENAI que está previsto o investimento em R$ 300 mil.

Acesso às consultorias tecnológicas do SEBRAE por meio do SEBRAETEC, que movimentou consultorias com cerca de 70% de subsídio para as indústrias. Foram mais de R$ 100 mil movimentados em consultorias tecnológicas.

Institutos SENAI de Tecnologia: executados em 2019 e 2020, com mais de R$ 800 mil em consultorias com foco em inovação.

Também foi observada a participação das nossas indústrias no Comitê da Indústria de Defesa da FIESC (COMDEFESA) e na Feira de Tecnologias e Produtos de Defesa (I SC Expo Defense), que oportunizam o relacionamento das indústrias com as Forças Armadas do Brasil.

O desenvolvimento de projetos especiais também foram identificados, a exemplo do setor têxtil, com o Acelera SINFIATEC e o VALE AZUL, que geraram mais de R$ 250 mil em consultorias para inovação, conexão com Denim City e fomento de projetos de inovação para a cadeia produtiva têxtil.

Já no setor metal mecânico podemos citar o “Forjando em Ferro e Aço”, programa de inovação do SIMMMERS, que gerou projetos de marketing digital, patentes e diversas consultorias subsidiadas.

No SINDUSCON, destacamos o projeto Compra Coletiva, iniciado recentemente e que deverá gerar economia em torno de 16% na compra de matéria-prima, materiais de limpeza ou de escritório, etc.

Para concluir, ressalto ainda o projeto Refloresta Alto Vale, do SINDIMADE e, no SINDICER, o forte investimento em automação feito pelas indústrias cerâmicas.

Percebemos também um engajamento das indústrias na busca por conhecimentos sobre inovação. As seis primeiras edições do FIESC TALKS INNOVATION provam isso, pois envolveram cerca de setecentos participantes, colaboradores de indústrias, assim como as 18 lives no YouTube, da Maratona Ecossistema de Inovação, com três mil participantes.

São vários os depoimentos sobre as ações realizadas:

“As consultorias do Senai estão nos ajudando na tomada de decisões. Nossos líderes estão recebendo treinamentos. Estamos aperfeiçoando a gestão dos recursos de fábrica. A mentoria Lean está sendo finalizada com um projeto de aumento de produtividade. Com o desenvolvimento digital poderemos monitorar a produção de forma on-line, além de integrar com o ERP. Ou seja, a experiência com a FIESC tem sido de grande valor e já vislumbramos novos projetos e parcerias”, afirmou Antônio Miranda Neto, diretor industrial da Packem.

“A consultoria nos mostrou como implantar a cultura da inovação, como usar o Design Thinking para desenvolver novos produtos e como poderíamos melhorar o processo produtivo. Foi nesse momento também que conhecemos o Sebraetec e tivemos três propostas aprovadas: uma para desenvolvimento de um site, outra para design e melhoria de serviços e outra para patentear um produto”, contou Daniela Carolina Tambosi Sasse, diretora da Metalúrgica Bela Aliança.

“Nós enxergamos no SENAI o crescimento. Acreditamos que, com todo o suporte oferecido, a Itutex avançará significativamente nos projetos de desenvolvimento, de inovações e de melhorias. Temos certeza que essa parceria será benéfica para a empresa e que a conexão será duradoura”, afirmou Amábille.

“É a primeira vez que participamos do programa Talento Inovador e estamos surpresos com os resultados. Temos interesse em levar esta experiência também para outras áreas de empresa”, afirmou Daniela Maschio, gestora industrial e da qualidade – Bovenau

“A Rota 2030 irá fomentar uma renovação inovadora no nosso parque. Isso é possível graças a interação com o Sistema S, a aproximação com os institutos e centros de excelência de materiais, que prestam um grande serviço às comunidades onde estão presentes”, ex CEO da Rio, Gunther Faltin.

“A Rota 2030 fará uma grande renovação nos processos industriais por meio do Lean, uma manufatura enxuta. Será uma modernização da empresa, dos maquinários, dos processos, com treinamento dos funcionários e adequação às novas práticas, que trarão produtividade e inovação. A grande vantagem é que estaremos preparados para a Indústria 4.0, pois iremos nos alinhar com o que pensam as indústrias do futuro, as montadoras”, esclareceu André Armin Odebrecht, presidente da Bovenau.

“Na trajetória de inovação da empresa, com o apoio do IEL/SC, participamos do Programa Inova Mais Indústria e do Programa Embarque Imediato do SESI e FIESC Alto Vale do Itajaí, investindo na inovação organizacional, por meio do desenvolvimento das lideranças. O lema ‘juntos vamos mais longe’ se aplica em nossa gestão, com parceiros em projetos de treinamentos, elaboração de laudos e cumprimentos do Compliance, citando o SESI, SENAI, por exemplo, que viabilizaram por meio do SEBRAETEC, vários processos”, comentou Lilian G. Koslowski Luiz, da Pietra Confecções.

“Estou empolgada com o envolvimento das facções de Agrolândia neste projeto. Essa iniciativa fortalecerá a ideia de que aumentar a produtividade é essencial para acompanhar a evolução do mercado. A parceria com entidades organizadas beneficiará nosso setor na região através das consultorias para implantação de melhorias, do subsídio e da facilidade no acesso aos recursos financeiros. Todos ganharão, a empresa, os colaboradores e a comunidade”, comentou Lilian Guthron Koslowski Luiz, diretora da Pietra Confeccções.

Concluímos que inovar é um caminho a ser seguido. Precisamos cada vez mais estimular iniciativas que promovam este desenvolvimento. Desta forma, certamente, colheremos melhores frutos, entre eles o aumento na competitividade das Indústrias do Alto Vale do Itajaí.

 

 

Fonte: Fiesc

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